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segunda-feira, 22 de julho de 2013

O Comportamento Ético dos Salvos em Cristo

O Comportamento Ético dos Salvos em Cristo
Leitura Bíblica: Fp. 1.27-30; 2.1-4
 
 INTRODUÇÃO:
 
Os salvos em Cristo não podem se comportar de qualquer maneira, isso porque a vida do crente demanda um procedimento ético. A cooperação e a confiança deverá prevalecer como características do verdadeiro cristão. As marcas espirituais com vistas à unidade do Corpo de Cristo deverá ser conhecida de todos pelo amor com que Cristo nos amou, se como seus discípulos amarmos uns aos outros. João 13.35.
 
 1. A CONDIÇÃO DOS SALVOS EM CRISTO
 
Os seguidores de Jesus são chamados discípulos e devem carregar a cruz do discipulado Mt. 16.24: Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. Reconhecemos a condição de membros da família de Cristo, filhos do mesmo Pai e de servos com a responsabilidade de compartilhar o evangelho, mas somos também soldados, em uma batalha espiritual, em defesa da fé. A esse respeito destacou Judas, em sua Epístola, exortando os crentes a pelejarem pela “fé que uma vez foi entregue aos santos” Jd. 3. Estejamos alerta, pois, conforme advertiu Paulo a Timóteo, a apostasia dos últimos dias da igreja já é evidente. A resposta da igreja a essa secularização é guardar o tesouro espiritual que fora confiado a Paulo,1ª Tm 1.11; e que posteriormente ele o repassou a Timóteo 1ª Tm. 6.20, tendo este a responsabilidade de levá-lo adiante 2ª Tm. 2.2. Esse tesouro espiritual não é apenas uma tradição humana, mas o próprio evangelho, que deve ser ensinado às próximas gerações, a fim de que essas permaneçam fieis aos princípios revelados na Palavra de Deus 2ª Tm. 3.16. Toda escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça. Não podemos abrir mão da “sã doutrina”, isto é, a ortodoxia, pois é a partir desta que surge o bom comportamento, a ortopraxia. Há quem defenda, inclusive nas igrejas evangélicas, um evangelho prático, destituído da doutrina bíblica. Esses pragmáticos argumentam: “não importa no que você acredita, contanto que faça o que é correto”. Mas essa premissa não tem qualquer fundamentação escriturística, pois os cristãos devem viver a partir daquilo que aprenderem, um discípulo não pode se basear em outro ensinamento senão o de seu Mestre João15.12-14: O meu mandamento é este: Amai-vos uns aos outros como eu vos amei. Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a própria vida pelos seus amigos. Vós sois meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando. O pragmatismo evangélico está conduzindo muitos a “fazerem o que dá certo”, não o que “é certo”. Nessa guerra espiritual precisamos recorrer às armas cristãs, que são poderosas em Deus para a destruição das fortalezas de satanás. Hb.4.12. Ef. 6.10-18.
 
2. CONSISTÊNCIA, COOPERAÇÃO E CONFIANÇA
 
 Paulo dá aos crentes filipenses algumas estratégias a fim de que esses sejam vitoriosos nesse combate. A primeira delas é a consistência, eles deveriam se portar “dignamente conforme o evangelho de Cristo” Fp.1.27. Não podemos nos esquecer de que somos “cidadãos do céu”, e como tais devemos nos comportar. Por isso, enquanto estivermos na terra, devemos agir como pessoas que pertencem ao céu (Fp. 3.20). A igreja é embaixadora do Reino de Cristo na terra, por isso deve agir em conformidade com o seu chamado (Ef. 4.1), agradando ao Senhor em tudo (Cl. 1.10). Nossas vidas devem ser um livro aberto, mais precisamente, cartas abertas, que ninguém tenha do que nos acusar (II Co. 3.2). Devemos usar as palavras para pregar, mas também as nossas vidas. Nossas expressões devem ser endossadas pelo nosso comportamento. Esse é o princípio cristão para que não haja discrepância entre a ortodoxia e a ortopraxia. Em Fp. 1.27 Paulo faz uso de uma metáfora atlética para ressaltar o valor do comportamento cristão. Ele admoesta aos irmãos para que combatam “com o mesmo ânimo pela fé do evangelho”. Conforme identificamos em Fp. 4.2, havia desavenças na igreja de Filipos. Esses partidarismos também existiam na igreja de Corinto, resultando em divisão (I Co. 3.4-6). O Apóstolo usa, nesse trecho da epístola, o sufixo syn, que em grego dá ideia de trabalho em conjunto. O termo é synathleo, considerando que os crentes deveriam permanecer juntos, como fazem os atletas em uma disputa olímpica. Os jogos de revezamento ilustram bem essa verdade, pois o último esportista somente poderá completar sua missão se os outros da sua equipe cooperarem. É problemática quando uma igreja sofre da síndrome de Diótrefes, as pessoas querem sempre ser umas maiores do que as outras 3ª João. 9: Escrevi algumas palavras a Igreja, mas Diótrefes, que gosta de exercer a primazia, não nos recebe. Mas não é o caso da nossa Igreja, nós choramos com os que choram, Rm.12.15, e nos alegramos com os que se alegram dando glorias a Deus. Isto se chama confraternização. Aleluia! Existem crentes que não querem fazer os trabalhos menos visados da igreja. Eles adoram, como os fariseus, serem vistos pelos homens Mt. 23.5. Devemos também ser confiantes, não nos espantar diante daqueles que resistem o evangelho (Fp. 1.18). O Senhor está do nosso lado, ainda que não nos isente de aflições, pois nos “foi concedido, em relação a Cristo, não somente crer nele, como também padecer por ele” (Fp. 1.29). A mensagem contemporânea, propagada na mídia, inclusive a pseudo evangélica, é a seguinte: “pare de sofrer”. Mas Paulo nos mostra que fomos chamados para sofrer por amor a Cristo João. 16.33; Fp. 3.10; 2ª Tm. 3.12. A Bíblia diz que no mundo teremos aflições, mas tenhamos bom ânimo, porque cristo venceu o mundo, e se desejarmos conhece-lo, e o poder de sua ressurreição e a comunhão dos seus sofrimentos, conformando-se com ele na sua morte, como fez Paulo, vivendo piamente em Cristo Jesus padeceremos perseguições. O Apóstolo revela sua identificação com os crentes filipenses, destacando que se encontra, com eles, no mesmo combate; fazendo alusão aos sofrimentos pelos quais passam aqueles que seguem a Cristo em constante amor e humildade dando glorias a Deus!
3. MARCAS DA UNIDADE CRISTÃ
 
 Paulo chama os crentes filipenses à unidade, não à uniformidade, algo totalmente diferente. Deus não nos chamou para sermos todos iguais, a diferença é normal no corpo de Cristo. A unidade é uma atuação espiritual, que vem de dentro. Enquanto que a uniformidade é uma atuação humana, que vem de fora. Alguns líderes não suportam a diferença na igreja, querem que todos os membros sejam iguais a eles. De vez em quando aparecem na televisão pregadores que imitam até o tom da voz dos seus líderes. A igreja deve investir na unidade espiritual, a uniformidade eclesiástica pode ser uma doença, uma falta de espiritualidade. Paulo avalia se há realmente unidade na igreja de Filipos, por isso identificamos quatro “ses” em Fp. 2.1. Esses “ses” revelam as condições para a verdadeira unidade eclesiástica, pois sem conforto – paraklesis/consolador, João. 14.16, consolação; Elpis? Esperança, Rm. 5.5, comunhão/koinonia (At. 2.42), afetos/phatos 2ª Cor. 7.13-15) e compaixões/oiktirõs 2ª Ts. 2.16. não há unidade. A verdadeira unidade é consequência do fruto do Espírito, não existe unidade em uma igreja local na qual predominam as obras da carne Gl. 5.17-22. O individualismo está destruindo a unidade em muitas igrejas locais, há comunidades em que a premissa é: “cada um por si e Deus por todos”. Paulo convoca os crentes filipenses a agirem de modo diferenciado, a viverem tendo “o mesmo amor, o mesmo ânimo, sentido uma mesma coisa” (Fp. 2.2). Isso é unidade, não uniformidade, ninguém faz coisa alguma por “contenda ou por vanglória, mas por humildade” (Fp. 2.3), pautados no amor-ágape 1ª Cor. 13: A verão simplificada da Bíblia concretizado na humildade e no amor. A falta desta traz sérios danos à igreja local, pois quando a vanglória assume o primeiro lugar, o resultado é cada um querendo ser maior do que o outro. Os discípulos de Jesus sofriam dessa doença espiritual Mt. 18.1-4: Os discípulos queriam saber Quem é o maior no reino dos céus. Mas o Senhor os repreendeu, mandou que se convertessem até se tornarem humildes como uma criança, e foi mais além, dando-lhes um exemplo radical de humildade João. 13.16,17: Em verdade em verdade vos digo que o servo não é maior que o seu Senhor, nem o enviado maior que aquele que o enviou. Agora que sabeis estas coisas, bem-aventurados sois se as fizerdes. Aleluia!
 
CONCLUSÃO:
 
O comportamento dos salvos em Cristo deve ser pautado pela humildade, cada um deve considerar “os outros superiores a si mesmo” (Fp. 2.3). O individualismo não pode predominar no corpo de Cristo, para tanto, cada um deve atentar não para o “que é propriamente seu, mas cada qual também para o que é dos outros” (Fp 2.4). Ao invés de destruir-nos mutuamente, devemos carregar as cargas uns dos outros, fazendo assim estaremos cumprindo a lei de Cristo Gl. 6.2 . O Cristão deve se comportar como um cidadão do céu, comportando-se dignamente, com firmeza e constância, equilíbrio e temperança, tanto diante das oposições, como diante da unidade da Igreja. Mesmo que sofra ataques de falsos obreiros. O Sl. 15. Nos dá uma ideia clara do cidadão do Céu, não dando lugar a heresias nem a individualismo, sendo conhecido pela identidade do amor, amando uns aos outros para ser discípulo de Cristo. João 13.35. Aleluia!
 
Fonte: Web Gospel. Adaptação para sermão:                            Bp. Narciso L. Silva.
EBD. CPAD.

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